quarta-feira, 6 de maio de 2015

MEIO AMBIENTE 2015 - Poluição automotiva pode ir 3x mais longe do que se imaginava, diz estudo


Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriu que as partículas de poluição podem ser espalhar por uma área três vezes maior do que se imaginava. O resultado revela o perigo a que estão expostas as pessoas que moram em regiões com muito fluxo automotivo ou fábricas.

As pesquisas anteriores mostravam que a poluição atmosférica gerada pelos automóveis alcançava até 250 metros das estradas principais, onde eram lançadas. No entanto, as novas análises mostraram que a concentração de poluentes pode ser levada pelos ventos a distâncias que variam de 280 a 400 metros.

O estudo levou um ano. Durante este tempo, os pesquisadores usaram um laboratório móvel, instalado em caminhão, para percorrer ruas, estradas e monitorar as informações sobre os poluentes em tempo real, no instante em que eram emitidas pelos carros.

Os cientistas alertam que as pessoas que vivem ou passam muito tempo perto das principais estradas estão constantemente expostas a níveis elevados de uma fermentação química perigosa de partículas ultrafinas, compostos orgânicos voláteis, carbono negro e outros poluentes.

“As partículas ultrafinas são particularmente preocupantes. Porque elas são mais de mil vezes menores do que a espessura de um fio de cabelo humano, eles têm uma capacidade maior de penetrar mais profundamente no pulmão e nas células que percorrem o corpo”, explicou o engenheiro químico Greg Evans.

A pesquisa foi realizada na cidade de Toronto, que conta com uma população de pouco mais de 2,5 milhões de habitantes. Em um dia comum de verão na metrópole canadense o cidadão aspira, em média, 20 mil partículas ultrafinas em cada centímetro cúbico de ar. No inverno, quando o ar fica mais seco e ocorre pouca evaporação de compostos, o número pode chegar a 15 milhões.
VIA:CICLOVIVO

domingo, 3 de maio de 2015

TECNOLOGIA 2015 - Em 2 anos, 4G não herda má fama do 3G e cresce ordenado


Com capacidade atual para absorver mais linhas móveis do que já possui e um ritmo de adesão considerado satisfatório, a tecnologia 4G, implantada há dois anos no Brasil, parece ter conseguido escapar do estigma de mau funcionamento herdado das redes 3G. Essas vantagens, contudo, ainda não foram suficientes para popularizar esse tipo de conexão, processo que deve levar, pelo menos, mais quatro anos.

Segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as linhas 4G somam 7,72 milhões de acessos no País, número que representa apenas 2,74% de toda a telefonia móvel no Brasil. No Ceará, essa proporção é ainda menor, de apenas 1,51%, sendo porém a terceira maior do Nordeste, atrás de Pernambuco e da Bahia.


Cenário do passado


“Quando completamos dois anos de 3G, tinha menos adesões do que o 4G tem hoje. Essa tecnologia vai ganhar um volume grande, mas ainda vai levar uns quatro ou cinco anos para alcançar isso”, projeta o presidente da Teleco, empresa de consultoria em telecomunicações, Eduardo Tude. Hoje, explica ele, ainda estamos na migração forte do 2G para o 3G. O principal empecilho para uma expansão mais acelerada da quarta tecnologia entre os usuários, defende Eduardo Tude, é o preço dos smartphones adaptados à rede, que ele diz ser muito elevado.

No entanto, os aparelhos com 4G custam, em média, a partir de R$ 700, valor considerado alto pelo especialista.


Antenas suficientes


Considerando que o Estado possui 181.234 pessoas conectadas a essa tecnologia, a proporção é de 380 usuários por antena, número que abre um espaço confortável para a adesão de mais usuários, uma vez que a quantidade ideal máxima é de mil usuários por cada base –proporção estabelecida durante a Comissão Partlamentar de Inquérito (CPI) da telefonia, instituída no ano passado pela Assembleia Legislativa do Ceará.

É importante ressaltar que o total de usuários no Ceará inclui aqueles que, mesmo residindo em áreas sem cobertura 4G, contratam um plano, usam o 3G como tecnologia principal e usufruem da outra velocidade apenas quando estão próximos de uma antena adaptada para isso.

Alcance

Atualmente, a quarta geração de dados de telefonia móvel abrange 42,55% da população e deve chegar, até o fim do ano, em todas as cidades com mais de 200 mil habitantes, atendendo a uma exigência estabelecida pela Anatel. Até dezembro de 2017, o 4G deve estar disponível em todos os municípios com mais de 30 mil habitantes, ainda segundo a Agência.


Melhoria depende de mais investimentos
O Brasil é líder de 4G não somente na América do Sul, como em toda a América Latina. Isso pela maior cobertura, maior número de usuários, de linhas de transmissão, superando o líder histórico em banda larga que sempre foi o Chile. Já em relação à qualidade, este é um assunto muito complexo. As causas de problemas de telefonia são inúmeras, e algumas vezes externas às empresas, como acidentes, por exemplo. Mas é claro que os serviços ainda precisam melhorar muito. Contudo, é importante destacar que, em nenhum lugar do mundo, há clientes de telefonia totalmente satisfeitos. Na Europa, por exemplo, as companhias são muito criticadas em uma região, mas elogiadas em outras. E a melhoria dos serviços só poderá se dar com mais investimentos e, para que as operadoras possam investir, é preciso que tenham autorização para colocar essa infraestrutura.
NOTA:4G é a sigla para a Quarta Geração (em inglês: Fourth Generation) de telefonia móvel.1 A 4G está baseada totalmente em IP, sendo um sistema e uma rede, alcançando a convergência entre as redes de cabo e sem fio e computadores, dispositivos eletrônicos e tecnologias da informação para prover velocidades de acesso entre 100 Mbit/s em movimento e 1 Gbit/s em repouso, mantendo uma qualidade de serviço (QoS) de ponta a ponta (ponto-a-ponto) de alta segurança para permitir oferecer serviços de qualquer tipo, a qualquer momento e em qualquer lugar. WIKIPEDIA
VIA:DIARIONE

sexta-feira, 1 de maio de 2015

SAÚDE 2015 - Hipertensão: problemas vão além de enfarte e derrame

Quadros de pressão alta que não são tratados adequadamente podem levar a demências, à cegueira e até mesmo falência renal


Reconhecida como inimiga do coração, a hipertensão é um perigo também para outras áreas do organismo altamente vascularizadas, como cérebro, rins e até mesmo os olhos. Assim, se a associação entre a pressão alta, acima de 14 por 9, e o risco de enfarte já é bem compreendida por muitos pacientes, nem sempre fica claro que o problema pode levar também à cegueira e provocar quadros de demência ou falência renal.
No cérebro, a pressão alta causa lesões que vão destruindo os neurônios.  “O sangue fornece o oxigênio essencial para o funcionamento do cérebro e a diminuição do fluxo pode causar a demência vascular, que é a segunda forma mais comum de demência”, explica o cardiologista Marcus Bolivar Malachias, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e presidente eleito da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Os olhos também podem ser severamente prejudicados em pacientes hipertensos. “As artérias que irrigam a retina podem sofrer alterações em decorrência da hipertensão crônica. Com o passar do tempo, ou em casos de elevação repentina da pressão arterial, podem ocorrer hemorragias, com perda da acuidade visual e até mesmo cegueira”, complementa Malachias.
Já as artérias renais, quando afetadas pela pressão alta, podem levar a uma perda progressiva da função excretora do órgão. “Conforme os vasos renais são danificados, surgem alterações na capacidade de excretar o excedente do que deveria ser eliminado. Por outro lado, se os rins não eliminarem o excedente, este pode contribuir ainda mais para o aumento da pressão”, esclarece o cardiologista.
A hipertensão, em geral, obriga o coração a trabalhar em constante sobrecarga, o que conduz a um espessamento de suas paredes em grande parte dos pacientes. “A hipertrofia ventricular, como é conhecida essa alteração, aumenta o risco da ocorrência de um enfarte ou de insuficiência cardíaca”, ressalta Malachias. O grande problema, enfatiza o médico, é que poucos hipertensos tratam a doença adequadamente. “Dos 40 milhões de hipertensos brasileiros, apenas 19,6% controlam a pressão e 80% estão sujeitos às complicações decorrentes da doença”, destaca.
Hereditariedade, excesso de peso, consumo exagerado de sal, tabagismo e sedentarismo estão entre os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da hipertensão. No Brasil, em que a maioria da população está acima do peso, segundo o Ministério da Saúde, a situação é preocupante. “Além disso, se o indivíduo tem o pai hipertenso, ele tem 30% mais probabilidade de desenvolver a doença e, se a mãe também for, a possibilidade dobra, ou seja, o risco de que ele venha a ter pressão alta é de 60%”, diz o cardiologista.
As complicações decorrentes da hipertensão tomam proporções importantes em um país como o Brasil, em que mais de 30% da população adulta, com 18 anos ou mais, apresenta o problema, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Esse número chega a 50% em pessoas acima de 50 anos, de acordo com os dados mais recentes da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.
Felizmente, a hipertensão é um quadro de fácil diagnóstico. “Basta uma medida simples da pressão, que deve ser feita em qualquer consulta de rotina, ou até mesmo por aparelhos digitais, que são muito comuns na atualidade”, afirma Malachias. “Quanto antes o paciente se conscientizar da necessidade de adesão ao tratamento, mudança de hábitos, e alimentação saudável, à base de hortaliças, verduras, com pouco sal, maiores são suas chances de proteção e qualidade de vida”, conclui.
Entre as opções de terapias medicamentosas encontra-se a olmesartana medoxomila (por exemplo, Olmetec), que faz parte de uma classe de medicamentos chamada Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina II (BRA). Por meio dele, a adesão do paciente ao tratamento é facilitada, já que sua administração é feita com uma única dose ao dia.
VIA:DIARIONE

segunda-feira, 27 de abril de 2015

NATUREZA 2015 - TERREMOTO - Número de mortos passa de 4 mil após terremoto no Nepal

Pelo menos 7,5 mil pessoas ficaram feridas, segundo o governo nepalês.
Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem comida, água ou abrigo.


O número de mortos após o terremoto que atingiu o Nepal no sábado (25) passou de 4 mil nesta segunda-feira (27), segundo balanço do Centro Nacional de Operações de Emergência do país. Agências e governos internacionais corriam para enviar equipes de busca e resgate, médicos e remédios ao país. Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem comida, água ou abrigo.

O terremoto de magnitude 7,8, o mais violento dos últimos 80 anos no país, provocou vários tremores secundários e diversos deslizamentos no monte Everest, onde 18 pessoas morreram no início da temporada de alpinismo.

As agências humanitárias ainda têm dificuldades para avaliar o alcance da devastação e as necessidades da população. Também morreram 67 pessoas na Índia em decorrência do terremoto. Quase um milhão de crianças precisam de ajuda urgente, segundo o Fundo para Crianças das Nações Unidas (Unicef).



Ao menos 7,5 mil feridos
Pelo menos 7,5 mil pessoas ficaram feridas, segundo o governo nepalês, e o tratamento delas e de outros sobreviventes retirados dos escombros de edifícios destruídos continua sendo uma tarefa bastante desafiadora.

"A prioridade continua sendo salvar vidas e buscar e resgatar sobreviventes", afirma relatório da equipe local das Nações Unidas no Nepal.

O tremor destruiu edifícios, monumentos, estradas e outras infraestruturas. Mais de 60 terremotos secundários, incluindo um sismo de magnitude 6,7, já foram sentidos.

Segundo a agência EFE, pacotes com remédios e equipamentos sanitários foram entregues neste domingo pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a hospitais no Nepal. Os artigos sanitários servirão para atender 40 mil pessoas durante três meses, indicou a organização de sua sede em Genebra.

Além disso, a OMS desembolsou US$ 175 mil como uma primeira doação de emergência para que se atendam as necessidades de saúde mais urgentes dos afetados pelo terremoto.
VIA:G1


quinta-feira, 23 de abril de 2015

NATUREZA 2015 - Inmet confirma tornado em Xanxerê, no Oeste catarinense

Mil pessoas ficaram desabrigadas e duas pessoas morreram na segunda.
Ventos que formaram o tornado podem ter variado de 100km/h até 330km/h.


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou na manhã desta terça-feira (21) que Xanxerê, no Oeste catarinense, foi atingida por um tornado no final da tarde de segunda (20). Duas pessoas morreram.

Outras 120 pessoas ficaram feridas e aproximadamente mil ficaram desabrigadas, segundo o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar na cidade. Pelo menos 2,6 mil casas foram danificadas e cerca de 200 mil unidades consumidoras ficaram sem luz na região devido à queda de cinco torres de transmissão de energia.

Os ventos que formaram o tornado podem ter variado de 100km/h até 330km/h por volta das 15h, horário do fenômeno, conforme o Inmet. Há uma estação meteorológica do instituto na cidade que marcou  ventos de 84 km/h no horário. Entretanto, a estação fica longe dos bairros mais atingidos pelo tornado. Ela  não registrou a velocidade dos ventos que formaram o fenômeno.


A escala de classificação de tornados começa em 65 km/h e chega a mais de 500 km/h. O F0 é o mais fraco e o F5 é considerado o mais forte.
“Pelas características dos estragos e pela intensidade dos ventos, definimos a classificação do tornado.Este deve ficar entre F2 e F3, pelas imagens disponíveis”, disse Mamedes Luiz Melo, meteorologista do Inmet Brasília.

Ao menos cinco torres de energia, que suportariam ventos de até 200 km/h, desabaram. Na cidade, muitos carros foram virados com o fenômeno, capotando lateralmente, o que também indicaria a característica cíclica dos ventos.

Os municípios atingidos foram: Chapecó, Guatambu, Ipuaçu, Nota Itaberaba, Cordilheira Alta, Abelardo Luz, Coronel Freitas, Bom Jesus, Ouro Verde, São Domingos, Caxambu do Sul, Planalto Alegre, Concórdia, Lindóia do Sul, Alto Bela Vista, Ponte Serrada, Ipumirim, Passos Maia, Xavantina, Vargeão, Faxinal dos Guedes, Arabutã, Presidente Castelo Branco, Jaborá, Itá, Arvoredo e Paial.

Falta de luz
De acordo com a Celesc, 47% do Oeste catarinense segue sem luz na manhã desta terça. Da área de cobertura da empresa,  ao menos 119 casas estão sem luz, de municípios entre Chapecó e Concórdia. Em Xanxerê, que teve a cidade em praticamente 100% das residências afetadas, a previsão é que o fornecimento seja retomado em 3 a 4 dias.

IMAGENS DA DESTRUIÇÃO




VIDEO DE TORNADOS NO BRASIL


VIA;G1


CEARA 2015 - Lei seca já arrecadou cerca de R$ 60 milhões no Ceará

Desde a implantação da norma, em 2008, 43.997 motoristas foram punidos somente no Estado


Em 19 de junho de 2008, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) era alterado para evitar a combinação de álcool e direção entre os motoristas do País. Nesse dia, foi aprovada a Lei 11.705, a chamada Lei Seca. Quase oito anos depois da implantação da legislação, a prática ainda é recorrente em todo o Brasil. Neste período, 43.997 motoristas já foram punidos somente no Ceará. O número representa uma arrecadação de aproximadamente R$ 60 milhões em multas com a Lei Seca no Estado.
No início de 2015, 1.584 motoristas foram multados no Ceará. O número se aproxima de tudo que foi contabilizado entre julho e dezembro de 2008, que registrou 1.624 casos. Os dados são Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A princípio, a legislação proibia apenas uma quantidade de bebida alcoólica superior a 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do etilômetro (ou 2 dg de álcool por litro de sangue). A multa, na oportunidade, que é considerada uma infração de trânsito gravíssima, era de R$ 957,70. Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no início de 2013, no entanto, tratou de fortalecer a lei.
A reformulação na legislação permite apenas 0,05 mg de álcool por litro de ar, o que foi denominado de Tolerância Zero. A multa passou para R$ 1.915,30, e, em caso de recorrência em um ano, o valor dobra, saltando para R$ 3.830,60. O condutor tem o direito de dirigir suspenso por um ano, o veículo é retido e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida, além de ganhar sete pontos no prontuário do documento e responder a um processo administrativo.
Recusa
A resolução do Contran modificou, também, a punição para quem se recusar a fazer o teste do bafômetro. A mudança definiu que o condutor que se recusar a comprovar a lucidez deve ser punido como os demais. Conforme o Detran, 90% dos motoristas cearenses se recusam a fazer o teste.
De 2013 a 2015, cerca de 8 mil condutores foram autuados pelo Detran por se recusarem a fazer o exame do etilômetro. Nas rodovias federais que cortam o Ceará, a PRF recebeu 371 recusas desde 2014. Muitos deles tem recurso no órgão, mas sem sucesso. "A lei está impiedosa. A recusa já implica na aplicação da penalidade", salienta Ana Inez Oka, presidente da Junta Administrativa de Recursos de Infração do Detran (Jari).
A rigidez das blitze vem crescendo com o decorrer do tempo. Prova disso é a quantidade de bafômetros distribuídos no Ceará. Em 2008, apenas 91 cobriam o Estado. Hoje, Detran e PRF atuam com 161 equipamentos.
Conscientização
Essa maior fiscalização, segundo Wagner Paiva, presidente da Associação dos Psicólogos de Trânsito do Estado do Ceará (Apsitran), vem conscientizando os cidadãos. "A Lei Seca trouxe uma mudança no comportamento. Prova disso é que vem diminuindo o número de acidentes e mortes durante o Carnaval", diz. Neste ano, a PRF registrou queda de 40% nos acidentes.
"Não existe o cidadão educado apenas para o trânsito, mas sim para a vida". É com essa frase que Wagner justifica o desrespeito à Lei Seca. "Precisamos criar no País uma consciência de educação cidadã. Aí vem a escola, que tem papel fundamental de criar na criança essa consciência de respeito ao outro", avalia.
Segundo o Detran, a fiscalização da Lei Seca tem penetração em todo o Ceará, principalmente nas cidades com mais concentração de veículos.
VIA:DIARIONE

NATUREZA 2015 - Vulcão Calbuco entra em nova erupção no Chile

O vulcão chileno Calbuco, situado a 1.000 quilômetros ao sul de 
Santiago, voltou a entrar em erupção nesta quinta-feira, a segunda vez em poucas horas, mantendo o alerta vermelho decretado na região pelas autoridades do país. A nova erupção ocorreu por volta de 1h00 do horário local (mesmo horário de Brasília), informaram o Serviço Nacional de Geologia e Mineração e o Observatório de Vulcões dos Andes do Sul, que recomendaram a manutenção da área de restrição de vinte quilômetros de distância do vulcão.

"As autoridades chilenas continuam atentas e informarão sobre qualquer mudança apresentada na atividade do vulcão", indicaram os dois órgãos em comunicado divulgado na internet. A inesperada erupção do Calbuco, 43 anos depois da última atividade registrada, representa uma "alta ameaça para a população" e as autoridades decretaram alerta vermelho nas localidades de Puerto Varas e Puerto Montt. De acordo com os especialistas, o risco maior não é decorrente da lava ou das rochas que o vulcão expele, mas sim da fumaça que é tóxica e pode provocar sérios problemas pulmonares e respiratórios.

domingo, 19 de abril de 2015

BRASIL 2015 - VENENO - Com baixa produção e valor elevado dos orgânicos, Brasil ainda é 'reféns dos agrotóxicos'


O acesso dos brasileiros a alimentos sem venenos ainda está longe de ser realidade, pelas dificuldades enfrentadas pelos produtores de orgânicos – sem o uso de agrotóxicos ou insumos químicos. Em 20 de março, a presidente Dilma Rousseff participou da abertura da colheita de arroz orgânico no Rio Grande do Sul. No início deste mês, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) recomendou o consumo de alimentos livres de agrotóxicos como maneira de diminuir o número de casos da doença.
 A presença desses produtos nas gôndolas, porém, ainda é escassa e cara, embora o mercado de orgânicos no Brasil cresça entre 20% e 40% a cada ano, em média, de acordo com números de diferentes organizações. Frutas e hortaliças são mais facilmente encontradas em feiras orgânicas, ainda que o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) tenha identificado apenas 290 feiras orgânicas nos mais de 5 mil municípios do país. Nas grandes lavouras de arroz, feijão, milho e soja, a presença de cultivos orgânicos é quase inexistente. No caso da soja, o mercado é amplamente dominado pelas variedades transgênicas, que se tornaram o padrão do mercado – elas responderam por 91% da produção brasileira da oleaginosa na última safra. 

De acordo com o Inca, os produtos obtidos da maneira convencional, com uso intensivo de venenos, são causadores de uma série de graves problemas de saúde. Entre eles, infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer.

Especialistas em agroecologia asseguram que é possível substituir progressivamente lavouras convencionais por orgânicas, como sugere o Inca. Os produtores orgânicos, no entanto, encontram uma série de entraves para fazer a produção chegar ao prato do brasileiro. Elas vão desde a falta de tecnologia apropriada até a inexistência de programas de comercialização, o que também ajuda a tornar esse tipo de produto mais caro do que o convencional, embora a diferença venha caindo nos últimos anos.

“Desde que o transgênico emplacou no Brasil, tivemos muitas dificuldades”, diz Marcio Challiol, gerente agrícola da empresa Gebana, de Capanema (PR), dedicada ao mercado de orgânicos. “Não há oferta de sementes para cultivo e são necessários enormes cuidados, desde a colheita até a entrega do produto. Muita gente saiu do mercado por contaminação com transgênico e por agroquímico”, completa.

Contaminação 
“Nós, aqui no Brasil, estamos desde 2008 na liderança como os maiores consumidores de agrotóxicos no mundo. Isso por conta do modelo adotado pelo país, do agronegócio. O Brasil se coloca no cenário mundial como exportador de matérias primas básicas, sem nenhum valor agregado, como é o caso da soja, do milho e da cana. São produtos que ocupam a maior parte da área agricultável brasileira, à medida em que a superfície para alimentos básicos vem diminuindo”, destacou o ativista Alan Tygel.

Segundo ele, o país é campeão no uso de agrotóxicos, com consumo per capita de 5,2 litros por habitante ao ano. “Mas isso não é dividido de forma igual. Se pegarmos municípios do Mato Grosso, por exemplo, como Lucas do Rio Verde, lá se consome 120 litros de agrotóxicos por habitante”, alertou Tygel. Os ambientalistas querem o fim da pulverização aérea - medida já praticamente banida em toda Europa -, o fim da comercialização de princípios ativos proibidos em outros países e o fim da isenção fiscal para os agrotóxicos.
“Uma das nossas bandeiras é o fim da pulverização aérea, pois uma pequena parte do agrotóxico cai na planta, e a grande parte cai no solo, na água e nas comunidades que moram no entorno. Temos populações indígenas pulverizadas por agrotóxicos, que desenvolveram uma série de doenças, desde coceiras e tonteiras até câncer e depressão, levando ao suicídio e à má formação fetal”, enfatizou Tygel.
VIA:AGENCIABRASIL

sexta-feira, 17 de abril de 2015

SAÚDE 2015 - Melancia hidrata, sacia e pode até ajudar na ereção, mostram estudos


Verão e melancia são uma combinação perfeita, já que a fruta é composta por 90% de água, o que a torna um hidrante natural e delicioso. Ideal para ser consumida nos dias mais quentes, ela ainda tem a vantagem de ser pouco calórica. A fruta traz muitos benefícios à saúde - há até quem diga que ajuda a evitar a impotência. Mas quem sofre de diabetes deve tomar alguns cuidados ao consumi-la.
"Cada 100 gramas da fruta tem de 30 a 32 calorias", conta Marcella Garcez, diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).  A nutróloga lembra que muitos incluem a melancia em sua dieta de emagrecimento, porém, é preciso ficar atento ao índice glicêmico.

Índice glicêmico é um indicador que possibilita a verificação de quanto um determinado alimento é capaz de elevar o nível de glicose no sangue e o da melancia é tido como alto. "A melancia é um alimento pouco calórico (24kcal/100g), porém o seu índice glicêmico é alto (72). Este fato contraindica a ingestão desta fruta, isolada, por pacientes portadores de resistência insulínica e de diabetes do tipo 2", diz a nutróloga.

Ela ensina um artifício para que essas pessoas não precisem eliminar a melancia da alimentação: "É sempre bom ingeri-la com outras frutas, seja na sobremesa ou em forma de suco, ou com outros alimentos como fibras, sementes e oleaginosas".

Fábio Bicalho, membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional, concorda: "Diabéticos com glicemia controlada podem consumir melancia, mas, de preferência, junto com um grão integral para diminuir a carga glicêmica. Já aqueles com glicemia muito alterada devem consultar nutricionista ou médico".

Saciedade

Uma das qualidades da melancia é seu poder de saciedade. Para Bicalho, ela pode, sim, favorecer quem quer emagrecer:  "Isso em casos de dietas balanceadas e, em especial, se for adicionada uma colher de sopa de grão integral saciador como quinoa, amaranto ou linhaça, por exemplo, a uma porção de 200 gramas/ml".

Ele indica sua sugestão para lanches, seja da manhã ou da tarde, por exemplo. E, importante: nunca adicionar açúcar. Bicalho acrescenta: "O suco das sementes da melancia é considerado vermífugo e diurético leve".
                                                                                     Efeito antioxidante
Marcella Garcez lembra que a melancia é uma fruta antioxidante. "Ela contém licopeno, um caretonoide com poder antioxidante que previne câncer, especialmente o da próstata, mostraram estudos".

Porém, a nutróloga frisa que é importante comprar a melancia inteira. Se a família for pequena ou se for para uma pessoa só, vale a pena investir na versão mini ou baby.  Se for comprar a fruta já cortada em pedaços e sem caroços, certifique-se de que foi cortada há poucas horas ou peça para cortarem na hora da compra, na sua frente.

"Falo isso porque todo antioxidante tem capacidade de se ligar com o oxigênio e se estragar, ou seja, oxida rapidamente. Assim, perde seus benefícios", explica a médica.

Ela acrescenta:  "O melhor é comprar e já consumir. Se guardar na geladeira, cortada, será fonte de água, mas perderá o efeito antioxidante. Se a escolhida for aquela metade coberta com papel filme, retire a primeira camada da fruta antes de comê-la".

Viagra natural

Atualmente, objeto de estudos, a melancia teve origem na África e foi levada, no século 10, para a China que é hoje o maior produtor e consumidor da fruta. Uma pesquisa feita pela Universidade do Texas, por exemplo, mostrou que ela possui uma quantidade de citrulina muito alta, o que a tornaria um "Viagra natural".

Edgard Romanato, urologista do Centro de Rim e Urologia do Hospital 9 de Julho explica que a citrulina faz parte da cadeia de produção de células musculares lisas presentes no pênis, além de ajudar no estímulo de secreção do fator de crescimento vascular endotelial, ou seja, pode melhorar a recuperação celular e vascular da região peniana.

Dessa forma, pode-se pensar que a melancia, que é rica em citrulina, tem alguma função benéfica na ereção. "Em minha opinião, o uso de substâncias naturais é sempre benéfico, mas deve ser acompanhado de práticas saudáveis. Não adianta fumar dois maços de cigarro por dia e achar que não terá impotência porque come melancia", alerta o médico.

Ele diz que os hábitos saudáveis ajudam não apenas na prevenção do problema:  "Depois que uma doença se instala, os tratamentos convencionais conhecidos serão de maior utilidade para quem se cuidou".
Para a nutróloga Marcella Garcez, a quantidade do aminoácido citrulina na melancia é muito pequena para ter algum efeito na disfunção erétil.
VIA:UOLSAUDE

VIDA SUSTENTÁVEL 2015 - 3 dicas para evitar o desperdício de energia em computadores


Em todo o mundo, existem mais de cinco bilhões de dispositivos eletrônicos, como smartphones e computadores. O funcionamento de todos esses equipamentos pode representar o consumo de energia equivalente a uma grande cidade, como São Paulo ou Rio de Janeiro. Apesar dos esforços dos desenvolvedores de hardware e software para aumentar a eficiência energética, o uso incorreto destes dispositivos podem torná-los dispendiosos consumidores de energia.
Um estudo conduzido pelo laboratório de análises do provedor de buscas Baidu, apontou que pequenos cuidados com o computador pessoal podem reduzir seu consumo em até 50%. Veja abaixo algumas dicas para reduzir o desperdício gerado por seus eletrônicos.

1. Mantenha os vírus sempre longe
De acordo com Jinfen Pan, líder de desenvolvimento do software Baidu PC Faster, um computador sem códigos maliciosos ou, ainda, com a configuração ótima de processador e memória, equivale a um carro com motor regulado quando comparado a um automóvel sem manutenção. “Computadores com sistemas operacionais em bom funcionamento são mais velozes e econômicos”, diz.

2. Faça constantes varreduras em seu computador
O uso inadvertido de malware no computador, como softwares de monitoramento remoto e adware, aumentam a taxa de processamento da máquina e elevam seu consumo em até 10%.  Alguns cuidados para contornar o desperdício de energia são: manter um antivírus atualizado e executar rotinas de otimização do PC, como remoção de restos de códigos inúteis e registros sem uso no Windows.

3. Evite a energia vampirizada
Cuidados como desconectar o carregador da tomada após a bateria estar totalmente carregada, desliga o computador ao ir dormir ou coloca-lo para hibernar quando estiver ausente são detalhes que contribuem para a eficiência energética do equipamento.
Com tudo isso somado, a economia pode chegar a 50%.  “São pequenos cuidados que, se repetidos por milhões de usuários no mundo, podem significar muito menos pressão sobre os sistemas elétricos e menor emissão de gás carbônico na atmosfera”, afirma Sam Dong, líder da equipe de desenvolvimento do Baidu Antivírus.
VIA:CICLOVIVO